INFORMAÇÃO É FORMAÇÃO

terça-feira, 22 de novembro de 2016

REDES SOCIAIS, O REGRESSO DA TORRE DE BABEL?!

Por: Bento dos Santos
Apesar das inúmeras desigualdades no acesso directo aos meios de comunicação social, está comprovado cientificamente que antes, nunca houve tantas e tão variadas tecnologias e suportes de comunicação e informação como os que actualmente funcionam como alternativa a esses meios.
Antes, não havia tamanha circulação de conteúdos no contexto periférico da comunicação social.
Na actualidade, não há como negar que a televisão, a imprensa escrita e falada, e a internet são potencialmente os novos espaços privilegiados para a transformação e reflexão social, muitas vezes aproximando pessoas e grupos, familiarizando o  cotidiano, sustentando ou derrubando ideologias, apontando caminhos mais criativos, denunciando deformidades sociais, como a corrupção e outros tantos problemas sociais.
Todavia, os inúmeros novos meios de comunicação e informação criaram também novos actores no espaço periférico da comunicação social e estes agem a margem do contexto formal buscando aceder as fontes de informação, o que pressupõe um novo desafio para as sociedades democráticas que tem na mobilização um dos seus principais campos de actuação. Isto porque o modelo dos estados democráticos fundamentam-se essencialmente a partir da base participativa e deliberativa, o que também pode ser entendido como um modelo que prevê o alargamento do conceito de cidadania, isto é, abrangendo o maior contingente de cidadãos portadores de direitos como nunca antes visto  na história.
Tomemos como exemplo a disseminação das informações no espaço público, sobre casos aliados a criminalidade no que concerne às matérias que apresentam uma perspectiva de uma determinada política pública. Quanto a esta questão uma das perguntas que pode ficar e que pode ser estendida às outras temáticas, é:
Em que medida esse tipo de intervenção tem colaborado efectivamente para pautar o Estado no sentido de que adopta uma política efectiva para a resolução de uma determinada questão ligada a criminalidade?
É no contexto da interação entre os cidadãos, especificamente a sociedade civil e o Estado, que surgem dispositivos que agindo na periferia do poder público  (as redes sociais sob plataforma da internet), permitem a participação na discussão e deliberação acerca dos mais variados temas públicos.
Porém, é também a partir desta imensidão de fontes e de excedente de informação e de canais de comunicação que se denota a incompreensão social sobre o foco de muitas mensagens públicas.
Assim para garantir a existência e efectividade desses fóruns, vê-se o poder público diante da necessidade de ser ele próprio o mobilizador  direccionando as suas acções para uma comunicação social mais objectiva e realista.
O alargamento da perspectiva a que nos referimos  inclui entre as suas diversas finalidades não somente a difusão das informações supostamente do interesse público. Mas também há necessidade de assegurar as relações sociais, no caso entre o Estado e os Cidadãos, assim como provocar alterações  na organização social nos regimes democráticos. Ou seja, uma prática que contribua para alimentar o  conhecimento cívico, e que venha a facilitar  à acção pública e garantir o debate público.
Outrossim, de que maneira o cidadão poderá fazer valer a sua prerrogativa de participar efectivamente dos temas em abordagem nos meios de comunicação social?
Talvez em diferentes contextos seja diferente, mas é sempre possível que um cidadão busca alcançar isoladamente essas instâncias, isto para ter a possibilidade de dar voz às suas opiniões, expectativas e interesses.
Entretanto, o que chamamos de participação nessas instâncias é na verdade uma complexa busca para a combinação de actores, no caso pessoas e instituições que podem se mobilizar para essa finalidade. Isto implica necessariamente a questão da dimensão dos temas abordados na esfera pública.  É a partir desta união que se pretende, que o espaço virtual tem permitido fundir tendências culturais e comportamentais, ausentes dos padrões sólidos aliados ao carácter e aos valores individuais de cada um. Essas digressões virtuais, muitas vezes anulam as fronteiras do bom senso e instantaneamente fazem surgir e promover a incompreensão das mensagens no espaço público.
Contudo, actualmente no contexto da comunicação social angolana se denota uma grande ausência da abrangência do tratamento das questões factuais consideradas importantes e do interesse público com base no jornalismo factual e isento.
Questões como a definição das políticas públicas  existentes e que deveriam existir, bem como o acompanhamento e avaliação das metas que devem ser cumpridas e muitas outras, têm sido deixadas de lado, o que dá consistência a uma constatada confusão perante a realidade dos factos, e as redes sociais tem então sido utilizadas como campo alternativo para a participação dos cidadãos na vida pública o que também faz renascer a histórica "Torre de Babel" versada nas temáticas bíblicas. E não é que lá (...) todos falam mas não se entende nada!!!
E agora mais esta pá!

Obs: Qualquer utilidade deste artigo deverá referenciar a fonte. Pois este texto é parte integrante da nova obra literária do autor Bento José dos Santos.

domingo, 13 de novembro de 2016

VICTÓRIA DE TRUMP LEVA AMERICANOS A BELISCAR A DEMOCRACIA

Os resultados das eleições presidenciais norte americanas, realizadas no passado dia 8 do mês corrente ainda não pós fim a fábrica de surpresas que os Estados Unidos da América tem vindo a revelar no seu cenário político mundial.
Se por um lado muitos prognosticavam que um dos candidatos à presidência perderia certamente por ser super "mal-criado" por outro, após o pleito, se assiste muitos especialistas  a tentarem entender porquê que a Maria não levou todos (...); entende-se a Hillary não levou todos votos. Entre pretextos e justificações, alguns entre muitos cidadãos de uma das nações mais poderosas do mundo, isto é os EUA não se conformam e revelam o que, o agora Presidente havia dito...
-"Não aceitam pacificamente os resultados das eleições".
Não vamos aqui fazer grandes incursões na história para dizer que os Estados Unidos da América se apresenta 《》como um dos países mais democráticos do mundo. Aliás o partido derrotado tem a designação de "Democratas". Importa lembrar sim, que o sistema político dos Estados Unidos da América funciona numa base de República Federal Presidencialista.
A história dos EUA ascende entre 1783 e 1815 períodos que foram caracterizados por três factos sonantes, sendo que em 1787 representantes de todos Estados Americanos reuniram e juntos escreveram a Constituição Americana. O segundo período foi da expansão territorial com anexação das treze colónias em território britânico, como parte dos termos do acordo de Paris. O terceiro período foi o das dificuldades económicas e das infra-estruturas bem como vários conflitos diplomáticos. Isto é para termos uma ideia sobre o percurso dos americanos e pararmos de pensar que lá é o paraíso perdido do Tio Adão e da Dona Eva!
Bem; história a parte! A verdade é que os Estados Unidos da América, um país com mais de 240 anos, tidos como os donos do mundo 《》 hoje dá uma "grande bandeira" e começa a revelar que não convive de forma salutar com a democracia.
Depois de inúmeros episódios desprestígiantes com várias mortes por assassinatos nos últimos meses, mortes estás de cidadãos maioritariamente da raça  negra, agora o mundo assiste como os americanos reagem mal, isto é, de estômago virado quando o resultado não agrada à alguns.
Será que Trump fez batota?
Será que a oposição americana vai chamar os observadores internacionais para fazerem uma auditoria no processo eleitoral?
Ou será que os nossos políticos da oposição, os cá do nosso país irão para lá na condição de especialistas para averiguarem onde esteve a fraude?
Ou não(...)
Será que é feitiço... Como dizem algumas vozes cá da nossa praça política?!
Com estômagos virados ou não, a verdade é que os democratas ou melhor a Hillary e o kamba dela, o mais-velho Obama e todos outros levaram uma surra nas urnas, e podemos aqui espelhar os resultados:
Embora Hillary tenha recebido mais votos populares que Donald Trump, a democrata só venceu em 20 Estados e na capital Federal, o que representa 228 votos correspondentes no Colégio Eleitoral.
Trump, por sua vez venceu em 29 Estados e somou 290 votos no colégio Eleitoral, 20 a mais que os 270 necessários para se eleger presidente.
Contas feitas e é motivo para dizer: Foi Surra ou Quê?!
Entre justificações e lamentações, a dura realidade actual é que alguns americanos resolveram agir conforme a suposta nova moda de fazer política: manifestações na área. E assim os Estados Unidos da América o tido país mais exemplar na democracia mundial vem dar uma demonstração que afinal o feitiço pode sempre voltar contra o feiticeiro...
E mais está pá!
Se fosse aqui em África?!
O que diriam os partidos da oposição?!
(...)