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domingo, 23 de outubro de 2016

TRUMP E HILLARY, UM DEBATE UM FUTURO MUNDIAL


Quem teima em não querer saber, o que acontece nas maiores potenciais mundiais, mas se diz actor político, está condenado á tormenta do fracasso político.
Já o tínhamos revelado e esgrimido que os Estados Unidos da América (EUA) é um dos países líderes da inovação. Depois de eleger o primeiro Presidente da raça negra na sua história, agora, pela primeira vez tem um candidato presidencialmente "malcriado" à concorrer a um dos principais cargos mais importantes do mundo. Presidente dos EUA.
A estratégia dos discursos e intervenções polémicas adoptada por Donald Trump como forma de mobilizar e centrar à atenção da mídia e dos eleitores americanos têm provocado um efeito contrário às expectativas de Trump e dos Republicanos.
Se no primeiro debate Hillary confirmou aos eleitores que à sua experiência acumulada na diplomacia e nas lides políticas norte-americana podem ser uma fonte de certeza para os democratas, não menos verdade, foi o descarrilar de Trump que revelou ao mundo à sua acentuada falta de preparação, incluindo falta de auto-confiança às confrontações temáticas que ele próprio ascendia.

Neste Domingo (09/10/016) voltam à confrontar-se os partidos políticos norte americanos Democratas e Republicanos; ou melhor Trump e Hillary...

O que se espera?

De Trump à audiência espera uma nova aberração polémica, o que infelizmente também tem defraudado às expectativas. Não foi em vão que na última semana os assessores e estrategas democratas puseram à circular algumas das muitas intervenções polémicas feitas por Trump contra às mulheres. Às consequências de tal acção foram e estão a ser profundamente imensas e desfavoráveis para os Republicanos. A nível interno do partido Republicano assiste-se já uma grande repulsa à candidatura de Trump e algumas peças chaves na liderança dos Republicanos como exemplo à ex-secretária de estado, a republicana Condoleezza Rice e o Vice-presidente John Mccain vieram a público sugerir a desistência de Trump e alegam que não irão votar em Trump. Entre os problemas dos Republicanos e os estragos causados por Trump uma lição revela-se para à nossa política interna:

-"Fazer política é assunto sério. Não é em vão que a ciência tem como um dos seus campos de estudo a política". O que se espera de Hillary durante o debate?
Pode-se prognósticar uma Hillary mais ofensiva. Tudo porque na última semana, que pode-se considerar catastrófica para Trump, isto depois da divulgação de um vídeo feito no ano 2005 no qual Trump menospreza às mulheres.

No vídeo, Trump diz a um apresentador de televisão durante uma conversa gravada sem o seu consentimento em um ónibus:

-"Quando você é famoso, elas deixam você fazer. Você pode fazer qualquer coisa". E disse muito mais (...); Com este cenário de escândalos de posicionamentos ideológicos revanchistas Trump arrisca-se a perder definitivamente o eleitorado feminino e certamente, neste segundo debate Hillary irá tirar grande proveito desta situação. Talvez Trump poderá apelar á humildade e contra-atacar usando a imagem do ex-presidente Bill Clinton que teve escândalos extras- conjugais durante o seu mandato presidencial.

A bandeira de Trump tem sido tão grande que até à sua esposa já veio ao público tentar amenizar, classificando de inaceitáveis e ofensivas às declarações do seu marido, mas alegou que tais pronunciamentos "não representarem o homem que ela conhece"...
Verdade porém, é que ela não tem liderança reconhecida no seio do eleitorado.
Cá para nós fica arrebatada à ideia que no meio de tanta confusão, é um grande risco ter um líder mal-criado com o poder de influência mundial que têm os presidentes dos EUA.
Outra oportuna lição, se é que a podemos assim designar, prende-se na acentuada irresponsabilidade que se tem assistido ao se fazer política no nosso contexto interno, onde muitos actores políticos da nossa praça buscam usar a estratégia da polémica para mobilizar e atrair à atenção do público eleitor esquecendo que está estratégia geralmente não significa à aprovação de determinadas visões ou ideologias políticas.
Perante a estratégia das intervenções polémicas, geralmente quando o público eleitor tem a oportunidade de homologar à sua vontade, isto pelo voto, eles regularmente fazem-no em sentido contrário ao do promotor das polémicas.

Entre os diversos riscos do constante uso da estratégia da polémica, também associa-se à necessidade da permanente da manutenção da credibilidade. Outro risco que leva a erradas avaliações do trabalho político, é a estratégia da política do umbigo, conforme palavras do jovem político cá da nossa praça.

Este conceito novo e residente, tem levado a muitos actores políticos avaliarem erradamente à aprovação dos eleitores no que concerne aos seus programas políticos, confundindo-os com à sua própria promoção de imagem. Fica o recado e às ilações...Se por lá o magnata está à dar-se mal, porque usou a estratégia da política do umbigo, por cá, ainda há muito para se ver. Pode-se dizer que este é mais um exemplo do “PODER DA RETÓRICA NA MOBILIZAÇÃO POLÍTICA”. E que fique registado o recado para todos que acham que nos tempos actuais, a mobilização política, já não se assenta na capacidade retórica. A campanha entre os candidatos Democratas e os Republicanos nos EUA tornou-se uma aula sobre o poder da retórica na mobilização política.

Fica o recado, e quiçá não vamos a prática. Trump e Hillary. Um debate um futuro mundial.

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