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domingo, 23 de outubro de 2016

QUEM PODIA SALVAR DILMA


O contexto da política internacional continua a captar a atenção da imprensa internacional. Com a denúncia ainda embrionária do vazamento de informações do paraíso fiscal do "Panamá Papers", incidindo a tragédia na India que causou a morte de mais de cem pessoas que assistiam um espetáculo com fogo-de-artifício, o Brasil ressurge no contexto da opinião pública internacional com o caso "impeachment" onde os deputados poderão votar no próximo Domingo sobre a distituição ou não da Presidente Dilma sob acusação de alegada corrupção, e o risco da incerteza, perante o processo denominado como "lava jato" que envolve figuras de proa na liderança brasileira.
Num contexto de intensa crise política interna, com ascensão da instabilidade social naquele país, uma pergunta busca uma resposta prática dos inúmeros consultores, assessores, estrategas políticos, entre os demais actores da arena política brasileira.

Quem podia salvar Dilma?

Lula chegou a cumprir com a promessa e activou àquela que supõem-se ser à sua arma estratégica mais forte: a retórica. Mas até agora o resultado parece ainda distar dos objectivos preconizados. O que Lula pretende com o activismo político é usar o último recurso que podia realmente salvar Dilma. Isto é, o povo!

Porém, a estratégia das diligências parlamentares com troca de cargos, compra de votos etc, não deram a garantia que o partido (PT) de Lula esperava. E como o risco e a incerteza política em nada ajudam nas expectativas de quem governa, a estratégia mais forte e mais complexa foi activada por Lula. Mas digamos que…foi activada tarde de mais.

Despertar a vontade do povo para defender Dilma, em nosso entender seria a melhor forma de salvaguardar Dilma como Presidente. Mas uma outra realidade jogou contra a maré de Lula. Os maiores fazedores de opinião convencional, no caso a maior imprensa brasileira "entre os quais os barões da rede globo" rumam contrariamente à esta tardia mobilização. É preciso ter em conta que a opinião pública quando activada tardiamente, geralmente adopta uma posição homogénea a opinião vinculada, e o caso de Dilma foi mais uma evidência factual deste pensamento.

 

 

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