INFORMAÇÃO É FORMAÇÃO

sábado, 29 de outubro de 2016

UM CAMINHO PARA SER LIVRE

Bento dos Santos*.
Encontrar ou mobilizar pessoas para lerem determinados textos tem sido um desafio permanente para muitos, assim como eu. De um lado os pressupostos passam por alegações que se prendem desde a suposta qualidade dos textos, que desde já, podem ser excluídos pelos potenciais leitores a partir do título, caso não seja do seu agrado.
Uns alegam ter preferência temática, outros tantos são vítimas da preguiça mental. Desculpem, mas espero que a “carapuça” não lhes tenha servido. Outros tantos, vão mas longe, e se refugiam na falta de educação para o hábito da leitura. Culpam os seus encarregados de educação, por serem hoje eles os portadores de tais défices. Outros tantos, defendem-se com a idade; dizem ainda serem jovens para lerem textos que tratam disto ou daquilo (…); Enfim, são tantas as supostas justificações para às pessoas não lerem, que em outros momentos se esquecem que no frenétismo de ser conhecido publicamente, o nada não vale. Até porque o desafio de quem é melhor que o outro já foi institucionalizado com debates sem fundamentação comprovável; como redigia, esquecem que na busca de ser aparentemente melhor que…e do que… ler facilita alcançar qualquer objectivo.
Das inúmeras mas poucas entrevistas que já concedi aos meios de comunicação social, desde a publicação da primeira obra “Pensar Social, Exercer Cidadania” algumas perguntas tem-se revelado actuais e pertinentes.
Como exemplo, porquê que escrevi o livro?
Qual foi o factor motivacional?
Bem, no meu caso particular, diferente de muitos cantores, bailarinos, políticos, escritores, advogados, engenheiros, e tantos outros que, quando questionados desta forma, revelam que já nasceram a cantar, outros revelam que desde que nasceram já tinham inclinação para escrita, outros ainda dizem já defenderem casos desde bebés por isso são advogados, e explicam com factos, por exemplo, uns tantos lembram-se que quando ainda bebés os primeiros casos a defenderem foi por exemplo o da sua progenitora, isto porque quando o seu pai estivesse a discutir com a sua mãe, ele rapidamente começava a chorar e só calava quando o seu pai parasse de gritar com a sua mãe, enfim, muitos outros tantos casos, tem sido revelados pelos iluminados que já me levaram a pensar o quanto nós, eu e vocês podemos ser diferentes por não termos a mesma historia.
Porquê escrever “Pensar Social, Exercer Cidadania”. Acho que no próprio livro eu procurei revelar os factores motivacionais. Pensar é um exercício permanente da nossa condição racional em perfeito juízo. Pensar Social vai ao encontro daquilo que tem sido a nossa realidade. Quando diariamente nos deparamos com problemas que nos afectam, não basta fazermos a transferência dos nossos problemas para às instituições de direito. Elas devem sim, cumprir com o seu papel, aliás, às instituições têm obrigação legal para o efeito, mas atenção; certamente que os mais interessados em ver os nossos problemas resolvidos atempadamente somos nós!
Dai, o porque da nossa participação. É também sobre este pressuposto que surge o exercer cidadania. Pensar Social, Exercer Cidadania não é um livro perfeito, não é o melhor livro. É apenas um exercício de cidadania que eu enquanto capaz de conceber algo material por meio da escrita vi-me no direito, na obrigação e no dever de participar na busca de soluções para os nossos problemas, cuja solução depende única e exclusivamente de nós humanos. José Mártir escreveu “Ser Culto Para Ser Livre”.
Por vezes, escrevemos milhares de palavras, textos mágicos que conseguem fazer embalar inúmeras pessoas através do desinteresse que denotam com determinados assuntos. Mas, por vezes sentimo-nos realizados, porque na imensidão de palavras uma ou duas ou três ou quatro, ou cinco ou todas são validadas e fazem eco entre muitos e muitos…
E porque, com a escrita, podemos viajar sem pagar o bilhete, podemos ser vitimas, heróis, pobres, ricos, mágicos, perfeitos ou malignos. Enfim podemos alcançar a imensidão das realizações perspectivadas nas nossas imaginações, tudo isto, através da escrita. E mais… Com a mágica da escrita podemos parar o imparável (…) E o quê isto de imparável?
O imparável é o tempo!
Com a escrita, podemos recuar e avançar o tempo. Enfim!
Com a escrita podemos trilhar um caminho para ser livre. Recordei-me agora da pergunta, que ainda não respondi. Qual foi o factor motivacional para escrever o livro Pensar Social, Exercer Cidadania?
Participar. Porque somos cidadãos, devemos participar. Esta é a resposta. Porque somos cidadãos devemos participar na resolução deste e daquele problema que nos aflige e nos atinge como seres sociais.
E quando comecei a escrever?
Não sei!
Até porque acho que ainda não sei ler, e muito menos escrever. Na realidade estou apenas a buscar um caminho para ser livre.
*Escritor e Pesquisador Social








DISPUTA POLÍTICA 2017 AQUECE O BALÃO

Vai ser interessante. Aliás; já está a ser interessante ver alguns partidos da oposição a ensaiarem às suas estratégias de mobilização. Infelizmente e abono da verdade, é sempre melhor para nós que todos eles continuem a ter às suas estratégias arroladas na imitação. A verdade porém, é que não vamos celebrar vitórias antecipadas, até porque não é menos verdade que estes tidos partidos já nos provaram muitas vezes que vendem até à própria alma na busca do alcance ao poder.
Porém, o que nos preocupa não são prioritariamente eles, tão pouco os nossos votos certos. O que nos preocupa não são os votos dos nossos militantes que trilham o caminho da vida trabalhando na zunga, ou no mercado do peixe. O que nos preocupa não são os nossos primos do mercado do sabão ou os nossos tios que não aceitaram emigrar para a grande cidade.
O que nos preocupa mesmo, são os Judas Políticos. Aqueles que na poltrona das suas casas e no conforto do bem-estar proporcionado pelo trabalho do governo, continuam a comer "Peru e arrotam Mortandela". Estes sim, nos preocupam porque geralmente votam no partido dos hipócritas que nem Judas, e vem nos dizer que está bem, mas assim também não dá!!!
Está interessante ver; e será ainda mais interessante avaliar o que mais podem fazer...
Mas a Victória,  meus Camaradas... Está podem ter a certeza que é certa. E esta victória é do MPLA.

domingo, 23 de outubro de 2016

DEZ SINAIS QUE CARACTERIZAM ÀS PESSOAS QUE NÃO GOSTAM DE LER


(OBS: Infelizmente este post contínua actual).

1º Acham e defendem que não têm tempo para ler;

2º Geralmente lêem por imposição e quando o fazem, focam-se apenas no que acham importante; exemplo: Lêem apenas às conclusões ou recomendações;

3º Lêem por imposição do contexto (provas, reuniões, apresentação, preparação da aula...etc);

4º Fingem ter preferência em géneros literários, mas não têm nenhuma leitura em curso seja ela de cabeceira ou não;

5º Pensam que já lêem muito em função das suas actividades;

6º Compram livros apenas para alimentarem o seu próprio ego, pois nunca chegam à lê-los (Autora deste Sexto ponto: Dra.Jocelina Livuvu);

7º Geralmente confundem o percurso do conhecimento com o da fama;

8º Quando fingem ler; minutos depois dizem: "-eu li mesmo...só que esqueci, mas...vou voltar a ler". São de fraca memória;

9º São atrevidos. Comentam sobre assuntos que não dominam, pois geralmente são desprovidos de conhecimentos formais.

10º Entre os seus próprios segredos conservam o pensamento que não são notórias às suas faltas do domínio da cultura geral. Mas á insegurança de serem questionados em público os torna arrogantes com posições imperativas.

Ponto Prévio (PP)- um intelectual é uma pessoa que usa o seu intelecto para estudar e reflectir acerca de ideias, de modo que este uso do seu intelecto possua uma relevância social e colectiva. Este post continuará a ser desenvolvido.
De: Bento dos Santos.

Luanda, 09/10/2016.

QUEM PODIA SALVAR DILMA


O contexto da política internacional continua a captar a atenção da imprensa internacional. Com a denúncia ainda embrionária do vazamento de informações do paraíso fiscal do "Panamá Papers", incidindo a tragédia na India que causou a morte de mais de cem pessoas que assistiam um espetáculo com fogo-de-artifício, o Brasil ressurge no contexto da opinião pública internacional com o caso "impeachment" onde os deputados poderão votar no próximo Domingo sobre a distituição ou não da Presidente Dilma sob acusação de alegada corrupção, e o risco da incerteza, perante o processo denominado como "lava jato" que envolve figuras de proa na liderança brasileira.
Num contexto de intensa crise política interna, com ascensão da instabilidade social naquele país, uma pergunta busca uma resposta prática dos inúmeros consultores, assessores, estrategas políticos, entre os demais actores da arena política brasileira.

Quem podia salvar Dilma?

Lula chegou a cumprir com a promessa e activou àquela que supõem-se ser à sua arma estratégica mais forte: a retórica. Mas até agora o resultado parece ainda distar dos objectivos preconizados. O que Lula pretende com o activismo político é usar o último recurso que podia realmente salvar Dilma. Isto é, o povo!

Porém, a estratégia das diligências parlamentares com troca de cargos, compra de votos etc, não deram a garantia que o partido (PT) de Lula esperava. E como o risco e a incerteza política em nada ajudam nas expectativas de quem governa, a estratégia mais forte e mais complexa foi activada por Lula. Mas digamos que…foi activada tarde de mais.

Despertar a vontade do povo para defender Dilma, em nosso entender seria a melhor forma de salvaguardar Dilma como Presidente. Mas uma outra realidade jogou contra a maré de Lula. Os maiores fazedores de opinião convencional, no caso a maior imprensa brasileira "entre os quais os barões da rede globo" rumam contrariamente à esta tardia mobilização. É preciso ter em conta que a opinião pública quando activada tardiamente, geralmente adopta uma posição homogénea a opinião vinculada, e o caso de Dilma foi mais uma evidência factual deste pensamento.

 

 

TRUMP E HILLARY, UM DEBATE UM FUTURO MUNDIAL


Quem teima em não querer saber, o que acontece nas maiores potenciais mundiais, mas se diz actor político, está condenado á tormenta do fracasso político.
Já o tínhamos revelado e esgrimido que os Estados Unidos da América (EUA) é um dos países líderes da inovação. Depois de eleger o primeiro Presidente da raça negra na sua história, agora, pela primeira vez tem um candidato presidencialmente "malcriado" à concorrer a um dos principais cargos mais importantes do mundo. Presidente dos EUA.
A estratégia dos discursos e intervenções polémicas adoptada por Donald Trump como forma de mobilizar e centrar à atenção da mídia e dos eleitores americanos têm provocado um efeito contrário às expectativas de Trump e dos Republicanos.
Se no primeiro debate Hillary confirmou aos eleitores que à sua experiência acumulada na diplomacia e nas lides políticas norte-americana podem ser uma fonte de certeza para os democratas, não menos verdade, foi o descarrilar de Trump que revelou ao mundo à sua acentuada falta de preparação, incluindo falta de auto-confiança às confrontações temáticas que ele próprio ascendia.

Neste Domingo (09/10/016) voltam à confrontar-se os partidos políticos norte americanos Democratas e Republicanos; ou melhor Trump e Hillary...

O que se espera?

De Trump à audiência espera uma nova aberração polémica, o que infelizmente também tem defraudado às expectativas. Não foi em vão que na última semana os assessores e estrategas democratas puseram à circular algumas das muitas intervenções polémicas feitas por Trump contra às mulheres. Às consequências de tal acção foram e estão a ser profundamente imensas e desfavoráveis para os Republicanos. A nível interno do partido Republicano assiste-se já uma grande repulsa à candidatura de Trump e algumas peças chaves na liderança dos Republicanos como exemplo à ex-secretária de estado, a republicana Condoleezza Rice e o Vice-presidente John Mccain vieram a público sugerir a desistência de Trump e alegam que não irão votar em Trump. Entre os problemas dos Republicanos e os estragos causados por Trump uma lição revela-se para à nossa política interna:

-"Fazer política é assunto sério. Não é em vão que a ciência tem como um dos seus campos de estudo a política". O que se espera de Hillary durante o debate?
Pode-se prognósticar uma Hillary mais ofensiva. Tudo porque na última semana, que pode-se considerar catastrófica para Trump, isto depois da divulgação de um vídeo feito no ano 2005 no qual Trump menospreza às mulheres.

No vídeo, Trump diz a um apresentador de televisão durante uma conversa gravada sem o seu consentimento em um ónibus:

-"Quando você é famoso, elas deixam você fazer. Você pode fazer qualquer coisa". E disse muito mais (...); Com este cenário de escândalos de posicionamentos ideológicos revanchistas Trump arrisca-se a perder definitivamente o eleitorado feminino e certamente, neste segundo debate Hillary irá tirar grande proveito desta situação. Talvez Trump poderá apelar á humildade e contra-atacar usando a imagem do ex-presidente Bill Clinton que teve escândalos extras- conjugais durante o seu mandato presidencial.

A bandeira de Trump tem sido tão grande que até à sua esposa já veio ao público tentar amenizar, classificando de inaceitáveis e ofensivas às declarações do seu marido, mas alegou que tais pronunciamentos "não representarem o homem que ela conhece"...
Verdade porém, é que ela não tem liderança reconhecida no seio do eleitorado.
Cá para nós fica arrebatada à ideia que no meio de tanta confusão, é um grande risco ter um líder mal-criado com o poder de influência mundial que têm os presidentes dos EUA.
Outra oportuna lição, se é que a podemos assim designar, prende-se na acentuada irresponsabilidade que se tem assistido ao se fazer política no nosso contexto interno, onde muitos actores políticos da nossa praça buscam usar a estratégia da polémica para mobilizar e atrair à atenção do público eleitor esquecendo que está estratégia geralmente não significa à aprovação de determinadas visões ou ideologias políticas.
Perante a estratégia das intervenções polémicas, geralmente quando o público eleitor tem a oportunidade de homologar à sua vontade, isto pelo voto, eles regularmente fazem-no em sentido contrário ao do promotor das polémicas.

Entre os diversos riscos do constante uso da estratégia da polémica, também associa-se à necessidade da permanente da manutenção da credibilidade. Outro risco que leva a erradas avaliações do trabalho político, é a estratégia da política do umbigo, conforme palavras do jovem político cá da nossa praça.

Este conceito novo e residente, tem levado a muitos actores políticos avaliarem erradamente à aprovação dos eleitores no que concerne aos seus programas políticos, confundindo-os com à sua própria promoção de imagem. Fica o recado e às ilações...Se por lá o magnata está à dar-se mal, porque usou a estratégia da política do umbigo, por cá, ainda há muito para se ver. Pode-se dizer que este é mais um exemplo do “PODER DA RETÓRICA NA MOBILIZAÇÃO POLÍTICA”. E que fique registado o recado para todos que acham que nos tempos actuais, a mobilização política, já não se assenta na capacidade retórica. A campanha entre os candidatos Democratas e os Republicanos nos EUA tornou-se uma aula sobre o poder da retórica na mobilização política.

Fica o recado, e quiçá não vamos a prática. Trump e Hillary. Um debate um futuro mundial.