INFORMAÇÃO É FORMAÇÃO

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O PAPÉL DO CIDADÃO NA FORMAÇÃO DAS SOCIEDADES

Apresentação
Á abordagem politica espelha quase sempre um grau elevado de complexidade; No entanto politicamente, cidadão é o habitante de um Estado livre, com direitos civis e políticos. A palavra é derivada de cidade-Estado, conceito histórico e político, herdado dos gregos pelas civilizações ocidentais. Na Grécia antiga havia várias cidades independentes, constituídas em Estados autônomos, que assim eram chamados por possuírem liberdade da administração pública e política. Cidadão era o habitante dessas cidades. Segundo o dicionário, cidadão é o habitante da cidade. Entretanto, esta definição não esclarece o conceito político da palavra cidadão. Vale ressaltar que não são apenas os direitos políticos que definem o cidadão, mas os direitos civis e sociais: de forma resumida, podería dizer que os direitos de cidadania reúnem os direitos políticos, civis e sociais e que, a concepção de Direitos Humanos que derivou da criação do Direito Internacional dos Direitos Humanos procura fortalecer e estreitar as relações entre direitos individuais e direitos sociais, de modo a afirmar a indivisibilidade de todos os Direitos Humanos. Este é o entendimento universal do que é ser cidadão, apoiado num conjunto de direitos e deveres que definem a cidadania. Durante explanacão deste trabalho acádemico centrei-me no esclarecimento do conceito de grupo e na razão do saber se uma sociedade é um grupo…
“Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo”; Sócrates.
“O papel do individuo na construção das sociedades”
Introdução
Uma sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. A sociedade é o objeto de estudo das ciências sociais, especialmente da Sociologia. Também se chama de sociedade ou associação o agrupamento de pessoas para a realização de atividades privadas, sendo reservada à primeira expressão à reunião com fins empresariais e a segunda para o conjunto que visa resultados sociais independentemente de benefícios financeiros, consoante artigos 53 e 981 do Código Civil.
Uma sociedade é um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.
A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinônimo para o

colectivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico.
Pessoas de várias nações unidas por tradições, crenças ou valores políticos e culturais comuns, em certas ocasiões também são chamadas de sociedades (por exemplo, Judaico-Cristã, Oriental, Ocidental etc.). Quando usado nesse contexto, o termo age como meio de comparar duas ou mais "sociedades" cujos membros representativos representam visões de mundo alternativas, competidoras e conflitantes.
Também, alguns grupos aplicam o título "sociedade" a eles mesmos, como a "Sociedade Americana de Matemática". Nos Estados Unidos, isto é mais comum no comércio. Neste tema para uma abordagem mais suscinta vale centralizar-se sobre o conceito de grupos pois um grupo é um sistema de relações sociais, de interações recorrentes entre pessoas. Também pode ser definido como uma coleção de várias pessoas que compartilham certas características, interajam uns com os outros, aceitem direitos e obrigações como sócios do grupo e compartilhem uma identidade comum — para haver um grupo social, é preciso que os indivíduos se percebam de alguma forma afiliados ao grupo. Enquanto um agregado incluir várias pessoas somente, um grupo, em Sociologia, exibe coerência em um grau maior. Aspectos que os sócios no grupo podem compartilhar incluem interesses, valores, raízes étnicas ou linguísticas e parentesco. Já a diferença quanto a sociedade não é apenas quantitativa, ou seja, um grande grupo não é necessariamente uma sociedade; a sociedade deve ter aspectos não-essenciais ao grupo, como uma localização espacial, uma cultura auto-suficiente e um mecanismo de reprodução e renovação dos membros.
Deste modo os grupos submete-se as Redes de comunicação: que são canais e modo como as pessoas se relacionam no interior de um grupo; reproduzem os modelos de transmissão de mensagens que se estabelevem entre os membros do grupo; no entanto não se pode generalizar para todas as situações um determinado tipo de rede: a opção depende do tipo de tarefas e da representação que os membros têm dessas tarefas.

Classificação
Grupos primários consistem em grupos pequenos com relações íntimas; famílias, por exemplo. Podem ser caracterizados por contactos diretos ou indiretos, como corresponder-se com um irmão noutro país via e-mail. Eles geralmente mantêm-se durante anos.
Já os grupos secundários, em contraste com grupos primários, são grupos grandes cujas relações são apenas formais e institucionais. Alguns deles podem durar durante anos mas alguns podem desaparecer depois de uma vida curta. Os termos "grupo primário" e

"grupo secundário" foram criados por Charles Horton Cooley. Qual seria então o papel social dos homens na sociedade? Seria possivel esquematizar um padrão para todos homens?!
Uma classe social é um grupo de pessoas que tem status social similar segundo critérios diversos, especialmente o econômico. Diferencia-se da casta social na medida em que ao membro de uma dada casta, normalmente é impossível mudar de status.
Segundo a ótica marxista, em praticamente toda sociedade, seja ela pré-capitalista ou caracterizada por um capitalismo desenvolvido, existe a classe dominante, que controla direta ou indiretamente o estado, e as classes dominadas por ela, reproduzida inexoravelmente por uma estrutura social implantada pela classe dominante. Segundo a mesma visão de mundo, a história da humanidade é a sucessão das lutas de classes, de forma que sempre que uma classe dominada passa a assumir o papel de classe dominante, surge em seu lugar uma nova classe dominada, e aquela impõe a sua estrutura social mais adequada para a perpetuação da exploração.
Na Idade Média, por exemplo, a classe dominante era formada pelos senhores feudais, donos das terras através da alicação de compulsão e coerção, e a classe dominada era formada pelos camponeses. Uma classe à parte era a classe dos guerreiros que era composta pelos camponeses e alguns eram senhores feudais, que podia passar para uma classe dominante caso recebesse terras como prêmio de suas conquistas. Dá-se o nome de divisão do trabalho à especialização do trabalho cooperativo em tarefas e papéis específicos e delimitados, com o objetivo de aumentar a eficiência da produção. Historicamente, a emergência de uma divisão do trabalho cada vez mais complexa está associada ao aumento do comércio, ao surgimento do capitalismo e à complexidade dos processos de industrialização. Posteriormente, a divisão do trabalho atingiu o nível de uma prática gerencial de bases científicas com os estudos de tempo e movimento associados ao Taylorismo.
Na história da espécie humana, a primeira divisão do trabalho ocorreu entre homens e mulheres, mas tornou-se ainda mais sofisticada com o advento da agricultura e a surgimento da civilização. Alguns outros animais sociais também exibem uma divisão do trabalho.
A divisão do trabalho é uma característica fundamental das sociedades humanas, devida ao fato de que os seres humanos diferem uns dos outros quanto a suas habilidades inatas ou adquiridas. Em um certo estágio do desenvolvimento de suas comunidades, os indivíduos percebem que podem satisfazer melhor as suas necessidades ao se especializar, ao se associar e ao trocar, em vez de produzir, cada um de maneira autárquica, aquilo que precisa consumir.

À semelhança dos indivíduos em sociedade, as diversas sociedades humanas também se especializam. Modernamente, alguns se dedicam a estudar a chamada divisão internacional do trabalho, ocorrida entre países

Segundo Karl Marx, as classes sociais estão associadas à divisão do trabalho. São grupos coletivistas que desempenham o mesmo papel na divisão do trabalho num determinado modo de produção (asiático, feudal, mercantil, industrial, etc). A abordagem do papél do indíviduo na sociedade exige uma analise a classificacao das classes sociais:
A partir da Idade contemporânea, com o desenvolvimento do sistema capitalista industrial (e mesmo do pós-industrial), normalmente existe a noção de que as classes sociais, em diversos países, podem ser dividas em 3 niveis diferentes dentro dos quais há subniveis. Actualmente, a estratificação das classes sociais segue a convenção baixa, média e alta, sendo que os primeiros designam o estrato da população com pouca capacidade financeira, tipicamente com dificuldades económicas, e o último com grande margem financeira; a classe média é, portanto, o estrato considerado mais comum e mais numeroso que, embora não sofra de dificuldades, não vive propriamente com grande margem financeira, nota-se que nos países de terceiro mundo a classe média é uma minoria e a classe baixa é a maioria da população. Desta interpretação é possível encontrar outras classes.
Classe Alta-Alta: indivíduos que se destacam socio-economicamente, normalmente donos de grandes empresas e oriundos de famílias tradicionalmente ricas ("elite").
Classe Alta indivíduos altamente bem pagos ("novos ricos")
Classe Média-Alta: indivíduos com salários médio-altos (médicos, advogados, arquitetos executivos)
Classe Média: Pessoas ganhando salários razoáveis ou medianos, porém inferioes aos dos membros da sub-classe supra-mencionada (professores, funcionarios bancarios, funcionarios de empresas petroliferas , gerentes de lojas, etc)
Classe Média-Baixa: pessoas que recebem salários mais baixos mas não são trabalhadores braçais. (donos de pequenas lojas, policias, secretárias)
Classe Baixa: trabalhadores braçais (serventes, operários, campesinos), também conhecidos como a "classe trabalhadora"


Miseráveis: pessoas desempregadas ou não que vivem em um estado constante e desesperador de pobreza
De acordo com o marxismo clássico, a propriedade dos meios de produção seria a marca distintiva da classe burguesa, o proletariado era a classe que apenas possuia a sua força de trabalho. A assimetria social entre essas duas classes colocava-as em campos opostos, constituindo a luta de classes, o motor da história segundo Karl Marx. O ponto de vista ou perspectiva na teoria cognitiva, é a escolha de um contexto ou referência (ou o resultado desta escolha) de onde se parte o senso, a categorização, a medição ou a codificação de uma experiência, tipicamente pela comparação com outra. Pode-se posteriormente reconhecer diversos significados de diferença sutil, como o ponto de vista, o Weltanschauung, o paradigma.
A idéia básica que une todos estes significados da palavra perspectiva é o de que a experiência humana é relativizada de acordo com o ponto de vista de onde ela é vivenciada.
Costuma-se chamar uma visão de mundo como a perspectiva com a qual um indivíduo, uma comunidade ou uma sociedade enxergam o mundo e seus problemas em um dado momento da história, reunindo em si uma série de valores culturais e o conhecimento acumulado daquele período histórico em questão.
Desde o nascimento ate a morte, o ser humano está marcado e marca uma sociedade. O indivíduo tenta ser aceite pelos outros, ter um grupo com afinidades e padrões de comportamento comuns, ocupar um lugar na sociedade.

O papel do homem na sociedade: consiste na capacidade do homem em se adaptar ao meio, transformando-o que o distingue dos outros animais (capacidade de integração)
Enquanto os animais são dotados de mecanismos biológicos, o ser humano tem de criar condições para se proteger, ex: roupa
É a fraqueza biológica que o obriga a produzir cultura, logo pode-se concluir que tudo o que é cultural não é natural, porque é criado pelo homem, toda a acção concentrada do homem para transformar a natureza; opõe-se a tudo o que é natural; fenómeno universal que se manifesta em todas as sociedades humanas como forma de responder às necessidades dos seres humanos.
Como não há uniformidade na resposta às necessidades dos homens esta varia no tempo e no espaço, isto é, as diferentes culturas reflectem formas especificas como as comunidades humanas, ao longo do tempo e nos diferentes espaços, organizaram a vida social.
Esta diversidade cultural manifesta-se em diferentes padrões culturais à constituem comportamentos padronizados previstos numa determinada sociedade, o que comemos e quando comemos, hábitos de higiene, etc.

Aculturação à designa o processo complexo de contacto cultural através dos quais a sociedade ou grupo social assimila hábitos e valores culturais de outras sociedades/grupos; supõe o contacto entre civilizações, isto é, uma adaptação global de uma população a uma cultura que não é originalmente sua (colonização; emigração)

Socialização à os indivíduos são integrados numa civilização, numa sociedade e esse processo começa quanto nascemos e termina quando morremos, ou seja, estamos sempre em constante socialização com o meio que nos rodeia. É através da socialização que o sujeito apreende e assimila comportamentos, regras, normas, etc.

Há ainda a socialização primária, que ocorre na infância, onde o sujeito aprende um conjunto de comportamentos socialmente aceites e considerados como indispensáveis à vida em sociedade, e a socialização secundária, que compreende o processo de integração do individuo nas situações sociais especificas que vão ocorrendo ao longo da sua vida (saberes especializados), mudar de profissão, quando se tem um filho, quando se casa, etc.

Os agentes da socialização são a família, agente prioritário da socialização, onde ocorre o processo inicial da integração social; as creches/escolas, pois é nesses espaços que a criança exercita comportamentos e hábitos de trabalho. É na escola que são transmitidos conhecimentos científicos e técnicos, veicula as normas sociais, as noções éticas básicas, os ideais da sociedade e permite o confronto de valores com os dos outros estudantes, de modo a afirmarem-se ainda mais ou a alterarem-se. Outro agente de socialização são os grupos de pares, de pessoas de idades aproximada, que se desenvolvem em relações de solidariedade e de cooperação e se adquirem sentimentos de reciprocidade. Na adolescência esse grupo vai ter um papel fundamental no processo de socialização e de construção de identidade social; os meios de comunicação social surgem como agente de socialização porque, por ex. a televisão, mostra filmes onde as atitudes e comportamentos próprios vão ser imitados e produzidos.

Liderança à processo de exercer influência sobre um indivíduo ou grupo, nos esforços para a realização dos objectivos em determinada situação, sendo o líder o elemento que coordena a actividade colectiva para melhor atingir os objectivos definidos, para afirmar o próprio grupo.

Os estilos de liderança são formas de o líder exercer a sua influência de se relacionar com os outros elementos; diferentes estilos de liderança geram diferentes atitudes no interior dos grupos:
Autoritário – toma decisões sem consultar o grupo; determina as tarefas e o modo como se realizam; geração de conflitos, pois não há espaço para iniciativa pessoal, a produtividade é elevada e a satisfação é fraca ou nula
Permissivo – funciona como elemento do grupo, e só intervém quando solicitado; não há capacidade de auto-organização; fraca produtividade assim como satisfação

Democrático – o grupo participa na discussão da programação do trabalho, na divisão de tarefas, sendo as decisões tomadas colectivamente. Tem uma atitude de co-responsabilidade do objectivo; a produtividade é boa, assim como a satisfação e a criatividade, bom como o desenvolvimento da solidariedade entre os participantes.

Grupo organizado em estrela:

Resolvia mais rapidamente os problemas
O número de mensagens era reduzido
Os erros irrelevantes e satisfação baixa
Rede centralizada, em que cada membro só pode comunicar com o líder, que detém e controla toda a informação.
Para problemas de estrutura simples

Grupo organizado em circulo

Gastavam mais tempo a resolver os problemas
O número de mensagens e erros eram maiores
Mas os participantes apresentavam mais satisfação
Rede descentralizada em que os membros podem comunicar livremente entre si
Para problemas de estrutura mais complexa

Grupo organizado em cadeia:

A mensagem corre riscos de se perder
Comunicação mais lenta
Certos membros do grupo não chegam a comunicar
A pior organização em resolução de problemas

Interacção Grupal

Existe somente entre os seres humanos, pois somente as pessoas nos podem responder com sentimentos e compreensão; varia segundo a dimensão do grupo e o número de interacções. O numero de relações entre os elementos de um grupo aumenta muito mais rapidamente que o numero de indivíduos.
Um comportamento de um elemento afecta o comportamento e a acção dos outros componentes do grupo, e vice-versa.

Influência do Grupo

A vida em grupo implica obediência às normas formais e informais. A sua não-aceitação por um elemento, pode conduzir atitudes de repressão e rejeição. Mesmo face a tarefas claras e inequívocas, os indivíduos tendem a conformar-se com a norma do grupo, isto é,

numa pergunta, se os membros A, B e C dão a mesma resposta incorrecta, mesmo que o elemento D saiba que esta está mal, coopera com o grupo e dá a resposta incorrecta.
Daí podem surgir sentimentos de conformismo, isto é, um comportamento de acordo com as expectativas do grupo; efeitos do grupo face às normas, atitudes e opinião; comporta-se em sintonia comas expectativas do grupo, ou de inconformismo, ou seja quando a pessoa, apesar de reconhecer as expectativas do grupo, age de forma oposta, sendo considerado independente; designa a atitude de não seguir o que está socialmente estabelecido, não correspondendo às expectativas dos outros.

Estatutos e papéis sociais

Papel Social à conjunto de comportamentos que o individuo apresenta como membro de uma sociedade; contributo que cada um de nos dá à sociedade; conjunto de comportamentos que os outros esperam de nós.

Estatuto Social à posição que o individuo ocupa na hierarquia social e que lhe confere determinados direitos:
Indivíduo tem tantos estatutos consoante os grupos a que pertence
Conjunto de comportamentos que o individuo espera por parte dos outros tendo em conta a sua posição num grupo.

O estatuo social pode ser:

Adquirido à aquele que a pessoa possui tendo contribuído para a sua obtenção
Atribuído à aquele que o individuo possui sem ter feito nada para o adquirir

Nos diferentes contextos, a pessoa terá que condicionar o seu comportamento aos modelos sociais, as inter-relações variam. Ex. um médico no hospital, um médico na rua.

Conflitos à cada pessoa desempenha vários papeis, o que pode gerar conflitos:

Inter-papeis: a satisfação das expectativas relativas a um papel implica a incapacidade de responder às expectativas dos outros. Ao optar o conflito desaparece. Ex. Um sujeito pode pertencer a um grupo religioso que interdite os seus membros de usar armas, e ser obrigado por lei a incorporar-se no exército.

Descontinuidade de papeis: quando se ocupa uma posição social e por alguma razão tem que se mudar essa posição (emigração)

Intra papel: quando, por exemplo, o encarregado de uma secção de uma fabrica tem de assegurar o nível de produção e ao mesmo tempo proporcionar condições de apreciação do trabalho (conflito dentro do mesmo papel)


Atitudes à são uma tendência para responder a um objecto, pessoa ou situação, de uma forma positiva ou negativa. A atitude implica disposição mais ou menos constante que orienta o indivíduo a reagir de determinado modo a um objecto, pessoa, grupo social, instituição, coisa, valor…
Manifestam-se através de expressões verbais e não-verbais, opiniões, comportamentos, aquisição de determinados objectos, adesão a um grupo politico, religioso, etc.

Componentes das atitudes:

Numa atitude podemos considerar três componentes: a cognitiva, a afectiva e a comportamental - complementam-se e constituem uma atitude.

Cognitiva à uma atitude inclui um conjunto de crenças sobre um objecto; refere-se à informação que aceitamos sobre uma situação, acontecimento, conceito…

Afectiva à ao possuir uma atitude, a pessoa desenvolve sentimentos positivos e negativos relativamente ao objecto

Comportamental à a atitude implica que a pessoa se comporte de determinado modo; é constituído pelo conjunto de reacções de um sujeito relativamente ao objecto da atitude.
Exemplo: crença de que a sida é fatal (componente cognitiva); é assustador contrair sida (componente afectiva); mudança na prevenção das praticas sexuais (componente comportamental)

Formação e desenvolvimento das atitudes
As atitudes não nascem connosco. São adquiridas no processo de integração do indivíduo na sociedade, isto é, são apreendidas pelo meio social. Durante a infância as atitudes são moldadas pelos pais mas à medida que a criança cresce, a influência diminui. Na adolescência assumem grande importância os pares, pessoas de idade aproximada com que os jovens convivem, a escola, pois durante o convívio, socializa-se com outros indivíduos, e os méis de comunicação social, através de filmes, telenovelas, publicidade e informação. As expressões, e gostos são adaptados através de processo de imitação e de identificação.
Será entre o fim da adolescência e os 30 anos que as atitudes formam a sua forma final, sendo menor a possibilidade de mudança.

Mudanças das Atitudes:

A modificação das atitudes depende de novas informações relativas ao objecto: é mais fácil mudar de atitude relativamente a um objecto sobre o qual se tem um sentimento fraco, sendo mais fácil mudar de atitude relativamente a pessoas que não fazem da experiência própria e imediata do sujeito, ex. experiência traumática possibilita a formação e modificação de atitudes, para melhor ou pior.


Medida das Atitudes:

As escalas das atitudes constituem uma das técnicas utilizadas para medir a qualidade/grau de intensidade e a direcção de atitudes.
Escala de Thurstone (em relação à Igreja)
Escala de Lickert (hereditariedade/aptidões/comportamento)


Estereótipos e Preconceitos

Estereotipo à ideias feitas que resultam de generalizações e/ou de especificações, que se tendem a considerar que todos os membros de um agrupamento social se comportam do mesmo modo ou têm as mesmas características (loiras); tem uma forte componente afectiva, o que implica sempre uma atitude favorável ou desfavorável.
Se os grupos tem uma relação de competição entre si o estereotipo é negativo, se for de cooperação é positivo

Preconceito à é um conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou razoável; é um pré julgamento que conduz os sujeitos a avaliar negativamente (conduzem a discriminações) ou positivamente os objectos, pessoas, grupos sociais.
É uma disposição adquirida cujo objectivo é o estabelecimento de uma diferenciação social; pode também surgir para fornecer uma explicação para uma determinada situação social.
Exemplo: quando aumenta o nível de desemprego nos países europeus mais desenvolvidos, aumentam os preconceitos relativamente às minorias imigrantes.

Conclusão
No consenso existem dois meios comuns. Um é um acordo geral entre os membros de um grupo ou comunidade, o outro é como uma teoria e prática de receber tais acordos. Consenso não é um sistema de votação, mas uma forma que todo o grupo ou comunidade entra na tomada de decisão. O voto consiste em estabelecer um ponto que a maioria concorde, como por exemplo na escolha de uma ou mais pessoas para uma determinada posição de "poder" através de uma eleição onde quem obtiver mais votos vence. Ambos fazem parte do processo construtivo da negociação compartilhando a tomada de decisão com todos (100%) os interessados, porém a decisão por consenso tem a tendência de ser mais construtiva, na qual todas as opiniões são ouvidas, ponderadas, e inclusive as minorias ou partes de menor influência no grupo tem voz para renegociar uma determinada decisão, colocando seus pontos de modo a manter a discussão sobre um determinado assunto até que um consenso se estabeleça. O consenso se refere à liberdade

com que uma pessoa trabalha em uma comunidade ou grupo. A ética do trabalho e a ética da aventura, naturalmente, são opostas. Aventureiros e trabalhadores atribuem valores morais distintos a determinadas atitudes tais como a ânsia por resultados imediatos, estabilidade e a realização de proezas audaciosas. Certamente, estas diferenciações são responsáveis por distintas delineações quanto ao comportamento de sociedades que sejam orientadas ou influenciadas por algum destes princípios de forma dominante. A caracterização das sociedades apolíneas protestantes está associada ao princípio trabalhador numa intensidade muito maior que as sociedades dionisíacas católicas, mais relacionadas ao princípio aventureiro. Expondo parca e sumariamente tais noções a respeito de diferenciações relativas ao protestantismo e ao catolicismo e sobre os princípios de trabalho e aventura como elementos capazes de agir de forma a moldar a dinâmica de uma sociedade e os meios que nela actuam através de valores tais como o trabalho e a produção, somos tentados a concluir que sob o protestantismo se construiu um modelo de sociedade onde se valoriza muito mais o trabalho, ao passo em que nas sociedades católicas o valor dado ao trabalho é de uma intensidade muito menor, aliás, o trabalho chega a ser mesmo desvalorizado.
Bento dos Santos.